Que adolescente entre 12 e 17 anos não se preocupa com a aparência? As mudanças hormonais desta fase podem abalar a autoestima e gerar ansiedade, com impactos relevantes na saúde mental. Por isto, muitos adolescentes vão buscar as academias. Mas adolescente pode praticar musculação?
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A médica do esporte Micheline Oliveira mostra que não há problema a adolescentes fazerem musculação. É até benéfico, mas é preciso tomar alguns cuidados e ter acompanhamento médico.
“Existe um mito de que a academia atrapalha o crescimento dos jovens, mas isso não é verdade. A atividade física auxilia no desenvolvimento e ainda ajuda no equilíbrio emocional. Com o peso adequado, o exercício de força exerce uma tração sobre os ossos que contribui para o crescimento. A musculação, realizada de forma correta e com acompanhamento de um profissional de educação física, traz muitos benefícios, como melhora da postura, autoestima, ganho de força muscular, resistência e energia para enfrentar a rotina de estudos”, comenta a médica.
No período de volta às aulas, a academia pode contribuir para que os jovens terem mais disposição, foco e determinação para estudar. A atividade física ajuda ainda na prevenção da obesidade e redução do uso de celular, a grande e atual queixa da maioria dos pais.
“Quando comecei a academia me senti mais disposto e focado. Hoje tenho mais energia para estudar e fazer as tarefas.” diz Antônio Jacob, jovem de 15 anos que frequenta a musculação há um ano com supervisão de Micheline.

O acompanhamento de um bom profissional de educação física na academia também evita exercícios errados e consequentes lesões.
“Uma lesão na coluna, por exemplo, pode trazer complicações sérias. É ideal que o jovem pegue cargas certas do jeito certo. A supervisão é essencial, sobretudo no início da prática”, alerta Micheline.
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Saúde ou padrão de beleza?
A médica ainda alerta os pais de que é importante observar se o jovem está buscando saúde ou se ele está apenas tentando atingir um padrão de beleza imposto pelas redes sociais. Pesquisa realizada pelo Projeto Dove pela Autoestima mostrou que as redes sociais e os filtros impactam negativamente as meninas entre 10 e 17 anos no Brasil. Uma obsessão nada saudável.
O Projeto Dove ainda mostrou que 69% das mulheres adultas entrevistadas gostariam de ter tido uma orientação na construção da autoestima quando mais jovens.

