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Projeto cultural resgata obras de 150 escritoras brasileiras silenciadas pela história - CuritibaFun

Projeto cultural resgata obras de 150 escritoras brasileiras silenciadas pela história

Projeto cultural resgata obras de 150 escritoras brasileiras silenciadas pela história
Escritoras brasileiras que foram silenciadas pela história serão resgatadas nas ações do projeto cultural “Anônimas – Ciclos de Leitura”. (Fotos: Projeto cultural “Anônimas – Ciclos de Leitura”)

Resgatar a memória, divulgar a representatividade feminina e valorizar as obras de aproximadamente 150 escritoras brasileiras dos séculos XIX e XX que foram silenciadas ou são pouco reconhecidas pela história da literatura. Esses são os principais objetivos do projeto cultural “Anônimas – Ciclos de Leitura”, que começou em 2025 e segue até o fim de 2026.

A programação contempla mais de 200 rodas de leitura gratuitas que já estão sendo realizadas em diferentes escolas públicas de Curitiba, nos grupos de atividades da Fundação de Ação Social (FAS), nos Centros de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nos Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJAs) da capital paranaense.

Pretendemos impactar mais de 9 mil pessoas. Vamos democratizar o acesso à literatura escrita por mulheres e fortalecer a valorização da produção literária feminina, especialmente no Paraná“, explica o produtor cultural e idealizador do projeto, Cristiano Nagel.

As próximas atividades serão realizadas entre os dias 16 a 18 de junho no Instituto de Educação do Paraná, no Centro de Curitiba. Entre os dias 17 a 23 de junho, as ações acontecem no Colégio Estadual Cívico Militar República Oriental do Uruguai, no Capão da Imbuia.

Estímulo à leitura e ao pensamento crítico

Projeto cultural resgata obras de 150 escritoras brasileiras silenciadas pela história
Helena Kolody. (Foto: Ivonaldo Alexandre/Projeto cultural “Anônimas – Ciclos de Leitura”)

As rodas de leitura são práticas pedagógicas e culturais em que um grupo de pessoas se reúne – geralmente em círculo – para ler, compartilhar e discutir textos literários, artigos, poesias ou qualquer outro tipo de material escrito.

Essa dinâmica vai muito além da simples leitura individual: ela transforma o ato de ler em uma experiência coletiva e social, que estimula o pensamento crítico e a formação de novos leitores. Nessas atividades, os participantes são incentivados a expressar suas opiniões, sentimentos e interpretações, enquanto aprendem a respeitar o ponto de vista dos colegas.

Nas atividades do “Anônimas – Ciclos de Leitura”, serão utilizados textos literários e biografias de escritoras fundamentais, como Maria Firmina dos Reis (autora de Úrsula, o primeiro romance abolicionista e de autoria negra do país), Narcisa Amália (elogiada por Dom Pedro II, mas depois esquecida), entre outras.

A literatura paranaense ganha destaque especial com o resgate de Júlia da Costa (considerada a primeira poeta do Estado), Maria NicolasLaura Santos, Didi Caillet, Helena Kolody e Mariana Coelho, pioneira na defesa da emancipação feminina e do acesso das mulheres à educação para evitar o “aniquilamento da alma”.

Contra o apagamento histórico

O apagamento histórico dessas mulheres reflete um período em que a produção feminina enfrentava barreiras severas. Muitas autoras dos séculos XIX e XX precisavam escrever às escondidas ou depender do endosso masculino para obter legitimidade.

Suas vozes foram frequentemente subtraídas das análises literárias e da memória cultural por conta de críticas conservadoras e da falta de estímulo à época. Resgatar esses nomes é um passo fundamental para corrigir o atraso na igualdade de gênero no meio literário e oferecer novas referências de representatividade para os jovens leitores de hoje“, reforça Nagel.

Ações para além da sala de aula

Para além das discussões nas salas de aula, o projeto expande seu impacto por meio de diferentes frentes de democratização cultural como:

·         Doação de livros: Distribuição de acervo literário para as instituições públicas atendidas;

·         Ciclo de palestras: Debates mediados pela escritora Luci Collin com artistas convidadas Glória Kirinus, Ana Rapha Nunes, Célia Cris Silva, Luciana Melamed, Lilyan de Souza e Cleo Cavalcantty;

·         Workshops de escrita literária: Oficinas práticas voltadas ao desenvolvimento da escrita, ministradas por Glória Kirinus e Luci Collin;

·         Oficinas de mediação de leitura: Capacitação técnica para a formação de novos agentes leitores, conduzida por Carla Viccini.

Vozes do passado, referências do presente

Com todas essas ações gratuitas, desejamos que mais pessoas conheçam essas e muitas outras escritoras brasileiras dos séculos XIX e XX, vejam seus trabalhos, apreciem os conteúdos dos livros e valorizem essas vozes do passado, que ainda são referências do presente”, complementa Cristiano Nagel.

O projeto “Anônimas – Ciclos de Leitura” é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. A iniciativa conta com a captação da Sauí Responsabilidade Social e tem o apoio do Colégio Positivo e da Universidade Positivo.

https://www.instagram.com/fcccuritiba

https://www.instagram.com/curitiba_pmc

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Publicado em Literatura, CulturaPalavras-chave Anônimas Ciclos de Leitura | Curitiba | educação cultural | escritoras brasileiras | Fundação Cultural de Curitiba | Helena Kolody | Incentivo à leitura | literatura paranaense | Maria Firmina dos Reis | mulheres na literatura | oficinas literárias | representatividade feminina | rodas de leitura | Tags: literatura feminina

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