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Exposição "Interlúdio Sève" abre circuito de galerias da 16ª Bienal de Curitiba - CuritibaFun

Exposição “Interlúdio Sève” abre circuito de galerias da 16ª Bienal de Curitiba

Exposição "Interlúdio Sève" abre circuito de galerias da 16ª Bienal de Curitiba
Leila Versetti, Abismo Azul, 2026, acrílica sobre tela, 240 x 160 cm.

Antes mesmo da abertura oficial da 16ª Bienal Internacional de Curitiba, a capital já começa a respirar arte contemporânea. Entre os dias 9 e 16 de junho, a cidade recebe a Curitiba Art Week, iniciativa que mobiliza galerias, museus, ateliês e espaços independentes em uma programação que antecipa o clima da Bienal, reforçando o protagonismo da capital paranaense no circuito cultural internacional. No dia inicial do evento, a Sève Art inaugura “Interlúdio Sève“, a primeira de uma série de aberturas em diversas galerias pela cidade.

Conhecida desde 2013 como Circuito de Galerias da Bienal, a iniciativa se reconfigura em 2026 sob o nome Curitiba Art Week. Com o propósito de aproximar arte, mercado e cultura, a programação reúne galerias, artistas, museus e espaços culturais em uma agenda integrada, criando um amplo percurso de arte contemporânea que conecta diferentes espaços, públicos e experiências em Curitiba.

Instigada pelo tema “Limiares”, indicado por Adriana Almada e Teresa de Arruda, que assinam a curadoria geral da Bienal de Curitiba em 2026, a Sève Art Galeria idealizou uma exposição especialmente para esta ocasião, que através da curadoria propõe um território de suspensão: um campo de possibilidades entre presença e desaparecimento, matéria e silêncio; um lugar onde a arte ampara instantes em que a forma hesita, mas insiste em existir. O “Interlúdio” funciona como um entrelugar, em que as obras ocupam o espaço expositivo como experiência sensorial. A intenção é criar uma atmosfera imersiva, em que o diálogo com a arte continue mesmo após o gesto inicial. “A obra só se completa com a presença do público”, como destacam Helena Rolim de Moura, Sergio F. Rolim e Leonardo Lizardo, colaboradores da curadoria junto ao Núcleo Sève.

Entre as obras de destaque da exposição, está “Abismo Azul”, de Leila Versetti. Partindo da cor como território de investigação, a artista constrói um campo pictórico em que o azul deixa de ser representação do céu ou do mar para assumir a condição de estado limiar, um espaço de transição entre luz e trevas, presença e ausência. Em grande escala, a obra não busca ilustrar o abismo, mas instaurá-lo diante do espectador: a dimensão de 240 x 160 cm coloca o corpo em relação direta com a pintura, intensificando a experiência sensorial e contemplativa. A obra dialoga diretamente com a noção de “obra aberta”, proposta por Umberto Eco, ao depender da presença e da subjetividade do espectador para completar seus sentidos.

A exposição também apresenta trabalhos dos artistas: Luiza Burigo Volpato, Lys Áurea Buzzi, Maristela Oliveira, Nani Silveira e Carlos Januário, Orlando Azevedo, Sergio F. Rolim e Wilson Pinto.

Exposição "Interlúdio Sève" abre circuito de galerias da 16ª Bienal de Curitiba
Nani Silveira e Carlos Januário, Organóides Bios II, 2025, escultura em porcelana e pigmentos, 18 x 20 x 22 cm. (Foto: Marcelo Almeida)

Além da mostra realizada em sua sede, no coração do batel, a galeria participa da exposição coletiva “Mapa Aberto”, na qual os artistas Nani Silveira e Carlos Januário, representados pela Sève, apresentam as obras “Organóides Bios II” e “Organóides Bios VI” no Salão Brasil da Prefeitura de Curitiba, ampliando a presença e a atuação da galeria na programação da Bienal.

Como ressaltam o Núcleo Sève: “vivemos um momento em que a arte ultrapassa fronteiras e se integra cada vez mais ao cotidiano. A Bienal de Curitiba traduz essa proposta por meio de um modelo descentralizado, que ocupa diferentes espaços da cidade, amplia o acesso à cultura e fortalece a democratização da arte”. A partir desse sentido, enfatizam também que “nesta edição, a tecnologia também surge como elemento essencial, expandindo as possibilidades de criação, percepção e compartilhamento. Ao integrar o circuito da Bienal, a Sève Art Galeria reforça esse movimento de valorização da arte local, conexão com o público e ampliação das experiências artísticas“.

A galeria, criada em 2022 pelas arquitetas Helena e Letícia Rolim Moura, tem como objetivo difundir artistas nacionais vivos, institucionalizar suas trajetórias e obras, e promover um ambiente de reflexão e contemplação crítica.

Serviço:

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Publicado em Eventos, Feiras & ExposiçõesPalavras-chave Adriana Almada | arte contemporânea | artistas brasileiros | Batel | Bienal de Curitiba | circuito de galerias | cultura | Curitiba | Curitiba Art Week | exposição de arte | Interlúdio Sève | Leila Versetti | Sève Art Galeria | Teresa de Arruda

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