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“Foram os Sussurros que Me Mataram”, novo filme de Mel Lisboa, estreia em 9 de maio

"Foram os Sussurros que Me Mataram”, novo filme de Mel Lisboa, estreia em 9 de maio
Mel Lisboa é Ingrid em ‘Foram Os Sussurros Que Me Mataram’, de Arthur Tuoto. (Foto: Giovanna Heroso)

Após ser exibido na Mostra de Tiradentes, “Foram os Sussurros que Me Mataram”, o primeiro longa-metragem de ficção de Arthur Tuoto,  estreia nos cinemas brasileiros dia 9 de maio. O filme narra a história de Ingrid Savoy, uma celebridade prestes a entrar em um reality show, que se encontra confinada em um quarto de hotel. Entre visões premonitórias, um ataque de paparazzi e atentados anarquistas que assolam a cidade, a artista vive sob a constante ameaça de um escândalo iminente.

Transpondo elementos já presentes em seu trabalho na videoarte e no cinema experimental, Tuoto articula um conceito narrativo inédito em sua carreira. O filme se debruça sobre uma tradição da encenação e da palavra, conciliando um drama com aproximação fantástica e de exploração visual inventiva.

A obra se destaca por seu tom anti-naturalista, explorando um jogo que revela uma ambiguidade entre o patético e o solene, o melodrama e o humor. Os personagens, embora convictos em suas falas, navegam em uma lógica do absurdo que permeia todo o filme.

Assista ao trailer

Em relação à temática, “Foram os Sussurros que Me Mataram” vislumbra uma série de reflexões que vão desde a lógica do entretenimento no mundo contemporâneo até a relação entre espectador e produto, evidenciando um mecanismo de consumo atrelado à adoração de uma personalidade e à natureza do fenômeno da celebridade.

Ingrid Savoy, interpretada por Mel Lisboa, não é apenas a representação de uma celebridade, mas simboliza uma entidade espetacularizada de natureza cada vez mais complexa. A personagem desestabiliza seu entorno, questionando e subvertendo uma ordem imposta, deixando pontos abertos para a livre associação de ideias. O elenco também conta com Carla Rodrigues, Otávio Linhares, Isabela Lago, Pedro Gaeta e Patrick Sampaio.

"Foram os Sussurros que Me Mataram”, novo filme de Mel Lisboa, estreia em 9 de maio
Foram os Sussurros que Me Mataram. (Foto: Giovanna Heroso)

Arthur Tuoto

Arthur Tuoto é cineasta e artista visual. Seus filmes e vídeo-instalações já foram exibidos em festivais e exposições como Festival de Cinema de Berlim, Videonale, Salão Paranaense, Mostra de Cinema de Tiradentes, Festival de Brasília, entre vários outros.

“Aquilo que Fazemos com as Nossas Desgraças” (2014), seu primeiro longa-metragem experimental, estreou na Mostra Aurora da 17ª Mostra de Cinema de Tiradentes e foi o vencedor do Grande Prêmio Cine Esquema Novo no Cine Esquema Novo 2014.

“Não Me Fale Sobre Recomeços” (2016), seu segundo longa experimental, estreou na Mostra Cinema Agora! do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e foi um dos longas premiados na Mostra do Filme Livre 2017.

  • Ficha técnica: 
  • “Foram os Sussurros que Me Mataram” (Brasil. 2021. Drama. Cor. 75 min)
  • Direção e Roteiro: Arthur Tuoto
  • Montagem: Aristeu Araújo
  • Fotografia: Eduardo Azevedo
  • Direção de Arte: Ana Bona
  • Produção: Antonio Gonçalves Junior e Diogo Capriotti
  • Som: Off Beat Studio – Alexandre Rogoski e Dennys Rocha
  • Empresa produtora: Grafo Audiovisual
  • Distribuidora: Olhar Filmes. 
  • Sinopse: Ingrid Savoy, uma celebridade prestes a entrar em um reality show, passa seus dias confinada em um quarto de hotel. Entre visões premonitórias, um ataque de paparazzi e atentados anarquistas que rebentam pela cidade, a artista vive a constante iminência de um escândalo.
  • Classificação indicativa: 14 anos
"Foram os Sussurros que Me Mataram”, novo filme de Mel Lisboa, estreia em 9 de maio
(Foto: Isabella Lanave)

Olhar Filmes

A Olhar Filmes nasceu do desejo de buscar a pluralidade de experiências, de visões de mundo e de mostrar a diversidade que existe no contexto em que vivemos. Cada filme tem um universo próprio, repleto de cores, texturas, sorrisos, dilemas e cultura. O que move a Olhar é transpor as fronteiras que limitam os mundos ficcionais ou reais, levar os filmes a outros olhares, com realidades distintas, a fim de sensibilizar e provocar a reflexão. Com o propósito de promover filmes que dialogam com a contemporaneidade, entendemos que o momento é o de olharmos, também, para a multiplicidade de realidades e narrativas.

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(Foto: Giovanna Heroso)
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Publicado em Cinema e TVPalavras-chave Foram os Sussurros que Me Mataram | Mel Lisboa | Olhar Filmes

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