(Relembre: matéria publicada em janeiro de 2002)
Alguns tuners costumam ter dois carros, o tunado, para as horas de lazer e campeonatos, e o “normal”, para trabalhar. Outros tem apenas um carro, e usam o mesmo carango para lazer e trabalho. Porém nenhuma dessas opções é o caso de Rodolfo, que resolveu tunar os dois veículos: o Astra das horas de lazer e a Pick up Corsa de trabalho.
A pick up não ganhou grandes alterações externas. Devido ao trabalho, ele roda normalmente em terrenos difíceis e seriam necessários reparos constantes nos equipamentos externos. Porém por dentro, não deixou por menos. A começar pelo som, um Pioneer que reproduz CD e MP3. As colunas laterais ganharam alto-falante e dois twiters duas vias Profile. Mais abaixo, próximo do painel, mais dois alto-falantes Bravox Bomber. No teto, acima da janela traseira, foram colocados quatro alto-falantes da Hurricane. E para quem pensa que uma pick up Corsa não teria espaço para tanto, Rodolfo ainda colocou atrás do banco do motorista um sub da JL Audio e um módulo Profile embaixo do banco do carona. É claro que o som não faz parte do ofício de Rodolfo, mas junto com o som ele mostra o GPS, que o guia nas trilhas difíceis.
Apenas para completar o visual interno, colocou manopla de marcha da W1, volante Momo, pedaleiras da Ervous e tapete de alumínio.
No motor ele também não mexeu muito, apenas colocou um filtro de ar cônico da linha Green. E para abrir o capô do carro, a alavanca ficou em cima do pedal de freio. Essa adaptação foi feita por causa do alto-falante na coluna lateral, abaixo do painel. E claro, para não deixar por menos, uma pequena modificação externa: rodas Imola da TSW 15”.
Já o Astra, que tem pouco mais de seis meses na mão do dono, ganhou ares mais sofisticados. O modelo GSI 2.0 16V já tem potência sobrando e mesmo assim ganhou um filtro de ar cônico da linha Green, que deu um pouco mais de destreza ao motor. Para o futuro o dono promete colocar um nitro, que terá o cilindro alojado no porta-malas.
Não muito diferente da pick up, o Astra também tem uma “sonzeira”: um módulo Nakamichi, um divisor de frequência para os alto-falantes e um capacitor de potência, 2 subs Xplod da Sony com 1.200W cada; tudo alojado no porta-malas. Ainda: um CD que reproduz MP3 da Sony, cujo controle remoto dá controle total do som, do sub e do magazine. Falando em porta-malas, esse tem o tapete de alumínio com recorte para o pneu step, um tampão de acrílico recortado à laser com o símbolo da Chevrolet e neon azul.
No painel foi usada uma técnica muito interessante. Para os que não querem pintar ou substituir as peças do painel, existe uma aplicação em resina, como a que Rodolfo fez, que imita metal escovado. Existem diversas texturas, e a aplicação, quando bem feita, só é percebida olhando-se bem de perto. No painel e nas colunas laterais estão os relógio da Autometer: um voltímetro, o medidor de temperatura da água e o de pressão de óleo. Para mais adiante o dono pretende colocar o Hallmeter, o medidor de pressão de combustível, o de temperatura do óleo e o de pressão do nitro. Ainda no visual interno: as manoplas de marcha e de freio Momo, pedaleiras Ervous, tapetes de alumínio e soleira de porta da Wetphalen Tuning. Para completar o visual sofisticado do carro, os bancos, que originalmente eram de veludo, receberam aplicação em couro. Rodolfo, que promete novidades para os campeonatos de tuning que acontecem em abril, adianta sobre o som: “Penso em algo mais potente para daqui a um tempo”.
É claro que o exterior também foi valorizado. No para-choque e na grade dianteira foram aplicadas as telas de alumínio, que à noite recebem brilho extra com duas barras de neon azul atrás de cada tela. As rodas 17” da TSW parecem maiores com os pneus A520 de alta performance da Yokohama, que ficam a pequenos três dedos do chão. As rodas, de cinco furos, tem um sistema anti furto. Esse sistema funciona a partir de uma peça, exclusiva para aquele jogo de rodas, que aplicada à chave de rodas é a única capaz de retirar os parafusos. Cada jogo de rodas tem sua peça codificada. Uma idéia útil e inovadora da TSW. E para acompanhar a performance do carro, molas da Eibach.
A traseira ficou original, apenas sem as logomarcas originais do carro, assim como o capô onde somente foram coladas presilhas. E o mais interessante de tudo isso é a atenção que o carro atrai nas ruas de Curitiba. Seguimos Rodolfo e o Astra pelas ruas da cidade e em todos sinaleiros que paramos o carango chamava a atenção de motoristas e pedestres atravessando a rua. (Foto abaixo)
Giselle Ulbrich
Fotos: Dante L. Alberti
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